Estratégias de last mile durante a pandemia da Covid-19 e outras interrupções na logística

Confira dicas para avaliar o seu negócio e medidas que podem ser utilizadas para aprimorar o last mile

 

last mileEm matéria publicada no Portal Inbound Logistics, a especialista em Supply Chain Deanna Kaufman chama a atenção para a resiliência das empresas de logística que continuam em trabalho intenso para que não faltem os insumos à população. Segundo Kaufman, essas companhias e as transportadoras têm mantido a economia global em atividade, entretanto, na sua visão, elas podem sofrer uma pressão extrema.
 

Diante disso, é feito o questionamento: como uma interrupção como a pandemia da Covid-19 afetará o last mile e como os varejistas podem ajustar suas estratégias?

 

Para responder a essas perguntas, Kaufman detalha alguns pontos que precisam ser observados e medidas que devem ser tomadas. Confira nos tópicos a seguir:

Restrições de capacidade

 

A especialista em Supply Chain afirma que as vendas do comércio eletrônico representaram 11% do total de vendas do varejo em 2019 nos Estados Unidos. E propõe imaginarmos se maioria das 89% das compras pessoalmente também tivessem sido feitas online, ou mesmo se todas as compras de supermercado e utilidades de casa fossem feitas por e-commerce. “É isso que os varejistas enfrentam quando os consumidores compram em casa durante a quarentena da Covid-19”, destaca. Para Kaufman, a pandemia tem o potencial de replicar um pico de férias, mas além das quatro a seis semanas normais.
 

Para aumentar a complexidade, os produtos desses segmentos costumam ser pesados, volumosos e mais caros para transportar do que itens de vestuário por exemplo, que representa uma boa parcela das vendas de e-commerce. Embora exista capacidade para que essas mercadorias sejam transportadas em longos trajetos, Kaufman ressalta que a verdadeira restrição está no nível local durante a entrega de última milha (last mile), que exige muita mão de obra e possui restrições de cubagem para veículos menores que fazem as entregas diretamente nas residências.

 

Nesses casos, Kaufman aponta algumas questões que devem ser consideradas pelos varejistas:

 

– Como a sua empresa se comporta na implementação de métodos de entrega flexíveis para alcançar seus clientes?

 

– Você pode usar lojas físicas como pontos de coleta para clientes que procuram experiências fáceis de coleta, talvez com um mínimo de contato pessoa a pessoa?

 

– Você está aproveitando ao máximo o dinheiro gasto no transporte através de consolidação e embalagem eficiente?

 

– Como sua organização reagiria a uma súbita necessidade de entregar mais remessas para residências quando os recursos de última milha das transportadoras podem ser limitados?

 

– Você pode redirecionar as remessas de maneira flexível para outro local, de modo que os clientes se sintam seguros ao acessar?

 

Dentre as estratégias que podem ser utilizadas estão:

 

✔ Se possível, mova o máximo de compras para o “pick up in store”, o que elimina a dependência das transportadoras e usa as lojas como locais de estoque avançado.

✔ Encontre maneiras de consolidar remessas saindo do armazém.

✔ Melhore a utilização da embalagem ou a sua cubagem.

✔ Melhore a densidade de entrega.

 

Opções de entrega flexíveis e sem contato

 

De acordo com a Retail Info Systems, “entrega sem contato é a palavra em voga na tecnologia para o varejo.” Nos Estados Unidos, muitas empresas de entrega direta a partir da loja ou de refeições desenvolveram a capacidade de os compradores selecionarem a entrega sem contato.
 

E, segundo Kaufman, outras lojas físicas estão seguindo o exemplo, baseando-se na visão de futuro da Amazon quanto aos seus recentes investimentos tecnológicos. Elas têm utilizado sistemas de segurança como o Ring, tecnologia de entrega na porta e no carro e entrega segura em armários localizados em pontos estratégicos na cidade. “Essas tecnologias aprimoram a segurança e a flexibilidade dos compradores, além de auxiliarem quando o pessoal da entrega final não consegue trabalhar”, defende.
 

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Informação

 

Quanto à garantia da segurança nas entregas, Kaufman faz algumas questões importantes:
 

Sua empresa tem uma tecnologia que permite comunicar o status da entrega aos seus clientes, incluindo a mensagem “saiu para a entrega”? Sua operadora tem os meios para notificar proativamente os destinatários sobre os status importantes do pedido? Isso exige que os clientes optem por serviços específicos da transportadora ou eles podem administrar suas remessas diretamente no site da sua empresa (por exemplo, liberação de pacote, redirecionar para outro local)?

 

Buscar atender a esses pontos são fatores fundamentais para assegurar a segurança nas entregas e, assim, contribuir para uma boa experiência de compra do cliente.

 

 

Pense fora da caixa (de remessa)

 

Negócios como o de costume não são mais uma opção, conforme destaca Kaufman. Agora é a hora de reavaliar as necessidades da sua empresa nesse novo “normal”, especialmente porque as expectativas dos clientes podem mudar para sempre depois de experimentarem opções de entregas flexíveis e ágeis. Para a especialista, parte da preparação para qualquer eventualidade – seja um desastre natural, uma pandemia ou até um “bom” problema, como um crescimento inesperado das vendas – requer uma reorganização cuidadosa da estratégia de logística, integrações de tecnologia da informação e relacionamentos com transportadoras.

 

Por isso, a dica principal que ela deixa é: seja criativo e pense fora da caixa (de remessa)!

 

Para saber mais sobre os impactos da pandemia do Covid-19 na intralogística e estratégias para proteger o seu negócio, clique aqui.

 

Confira também a cobertura da Live realizada pela Ciclo Marketing com líderes de grandes empresas. Acesso aqui.



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