Target expande o modelo de “sortation center” para otimizar atendimento de pedidos em suas lojas

sortation centerA Target, uma das maiores varejistas dos EUA, está testando o modelo de “sortation center” na cidade de Minneapolis em um esforço para otimizar o atendimento em suas lojas. O empreendimento, que funciona como um centro de triagem, tem como finalidade atender os pedidos que são feitos às lojas locais via internet, classificando-os em rotas eficientes para entrega. O objetivo, segundo a empresa, é retirar a atividade de classificação dos fundos da loja, de modo que seja efetuada com mais eficiência em uma instalação específica. Com isso, almeja-se aumentar a capacidade de atendimento da loja, reduzir os custos de last mile e acelerar a entrega aos clientes.

 

De acordo com uma matéria publicada no Portal Supply Chain Dive, os executivos da Target acreditam que o formato de sortation center permite que seu estoque seja mais produtivo. “Poderíamos facilmente ter construído centros de distribuição adicionais e impulsionado a mudança para as vendas digitais com mais capacidade de envio para casa”, disse o CEO da empresa Brian Cornell. Contudo, a empresa queria se diferenciar no mercado.

Os serviços de same day delivery da Target cresceram 212% em 2020. Para impulsionar ainda mais as vendas, a empresa planeja investir US $ 4 bilhões nos próximos anos, sendo uma parte destinada a revisões de sua cadeia de suprimentos, incluindo o sortation center. Segundo o Portal CSA, a expectativa é abrir mais cinco centros de triagem como esse em 2021.

 

Na outra ponta da cadeia, a empresa planeja também testar um novo modelo de reabastecimento de lojas. O reabastecimento foi  pressionado em 2020, uma vez que a empresa experimentou altas vendas, inclusive em períodos não esperados. Daí a priorização no processo para garantir que o estoque esteja sempre disponível. Segundo o Portal Supply Chain Dive, a varejista utiliza ferramentas de estoque preditivo e planeja expandi-las para mais produtos.

 

Um fato que chama a atenção é que a Target não abriu novos centros de distribuição entre 2016 e 2020, concentrando-se em aumentar a produtividade das instalações existentes. A varejista viu suas vendas médias por metro quadrado suportadas por seus CDs aumentarem 30% entre 2016 e 2020.

 

Conforme destacado pelo Portal, o COO da empresa, John Mulligan afirmou que o negócio cresceu quase 20% no ano passado, com 95% das vendas impulsionadas pelas lojas. Diante disso, Mulligan salientou que é hora de expandir a cadeia de suprimentos da Target para que possam apoiar uma base muito maior de vendas e continuar crescendo. Ainda segundo o Supply Chain Dive, a varejista abrirá dois novos CDs em 2021: um que fica próximo ao estado de New Jersey / Delaware e outro em Chicago.

Junto com essa capacidade adicional, a empresa vai expandir seus investimentos em robótica e automação. Uma solução, chamada Auto Re-bin, que classifica itens individuais, foi implementada em três depósitos com planos de expansão para mais dois neste ano.

 

“A solução robótica que desenvolvemos em Minneapolis foi projetada para classificar e organizar milhões de unidades individuais”, disse Mulligan. A empresa também está expandindo o uso de um sorter que “classifica tudo, desde caixas de itens individuais a caixas inteiras de produtos, afirmou o COO. “Nesta primavera, colocaremos as duas soluções em um depósito para testar como elas trazem mais precisão e velocidade para o reabastecimento da loja”, disse ele. “No quarto trimestre, vamos executá-los juntos em pequena escala.”

 

Além disso, a empresa está investindo em tecnologia para aprimorar o atendimento aos clientes através de seu aplicativo. De acordo com o Portal CSA, Michael Fiddelke, CFO da empresa ressaltou que os investimentos arrojados para os próximos anos serão voltados, especialmente, para a otimização das lojas, atendimento e cadeia de suprimentos, de modo impulsionar um envolvimento mais profundo com clientes novos e leais, promovendo ganhos contínuos de participação de mercado e crescimento lucrativo de longo prazo.

 

Referências: Portal Supply Chain Dive e Portal CSA. 

 

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